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[:pb]Pela primeira vez na história dos “Vingadores”, equipe formada pelo designer 3D Cícero Moraes, pelo cirurgião-dentista Paulo Miamoto e os veterinários Sergio Camargo, Rodrigo Rabello, Matheus Rabello e Roberto Fecchio, uma cirurgia para implantação de prótese 3D foi feita fora do Estado de São Paulo. Entre os dias 14 e 18 de abril de 2016, o grupo se reuniu para realizar mais um grande feito científico para o Brasil. Tuc Tuc, um araçari que havia perdido o bico inferior de forma desconhecida – e resgatado e mantido sob cuidados desde o ano passado – recebeu a primeira prótese 3D impressa fora do Estado de São Paulo, com cirurgia realizada no Hospital Veterinário da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) localizada na cidade de Sinop.

Além da equipe dos ‘Vingadores”, participaram do procedimento também a Dra. Elaine Dione (anestesista) e um grupo de residentes da Universidade. O bico foi impresso pelo entusiasta de impressão 3D Cristhian Saggin, que montou sua própria impressora, e imprimiu o bico em ABS.

 

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Tuc Tuc perdeu a parte inferior do bico e vivia sob cuidados especiais para poder se alimentar

 

O procedimento foi um sucesso, e Tuc Tuc, que antes não conseguia se alimentar sozinho, agora, com o bico completamente restaurado, é livre e independente para deliciar-se com suas frutas prediletas. Sua recuperação levou apenas algumas horas após a cirurgia.

 

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O araçari teve o bico moldado em gesso para que pudesse ser criado o modelo 3D para impressão

 

Mas nem só de alegrias vive a equipe. Cícero Moraes, designer que modelou o bico de Tuc Tuc para ser impresso em 3D, nos conta que a arara Gisele, que também receberia uma prótese para restauração do bico quebrado, não resistiu aos momentos finais da cirurgia para a colocação da sua prótese. “Esse episódio nos lembrou que a vida é um drama, é uma provação diária, uma sequência de luta intensa com fugazes momentos de tranquilidade e vitórias”, lamentou. Cícero acredita na importância dos momentos de luto e tristeza como aprendizado para o futuro: “a triste perda da arara Gisele permitiu a equipe evoluir, e desenvolver ainda mais os mecanismo de confecção de próteses. A vida da Gisele não foi em vão, ela é um marco na história da Medicina Veterinária e muito animais serão beneficiados pelo que ela nos ensinou”.

 

 

Cícero também comemora a repercussão internacional dos trabalhos realizados pela equipe multidisciplinar da qual faz parte: recentemente, uma agência de notícias francesa veio à Sinop, cidade onde vive, para acompanhar todos os passos da cirurgia e colocar o Mato Grosso e o Brasil no roteiro mundial da tecnologia 3D.

 

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Parte da equipe responsável pela cirurgia posa com a impressora usada para imprimir o bico de Tuc Tuc

 

Enquanto a matéria da TV francesa não é veiculada, o site Inside Edition publicou um vídeo sobre a saga de Tuc Tuc:

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