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[:pb]Aos poucos, a indústria da construção tem despertado para as oportunidades de inovação proporcionadas pela impressão 3D. Enormes robôs que usam concreto como matéria prima para imprimir em 3D já estão provando seu valor em uma série de projetos de pesquisa, com é o caso da empresa chinesa WinSun, que usa impressão 3D para criar casas inteiras, apartamentos e quintais. Várias outras empresas estão seguindo o mesmo caminho: na semana passada, a suíça LafargeHolcim e a startup francesa XtreeE anunciaram a impressão 3D do primeiro elemento estrutural em concreto da Europa, com impressionantes 4 metros de altura.


Enquanto essas experiências são muito valiosas e pavimentam o caminho para casas completas impressas em 3D, escritórios “blocados” e até mesmo pontes, essas inovações se concentram apenas em um único aspecto da construção. Afinal, edifícios são feitos de de outros materiais além do concreto, e é por essa razão que a empresa romena Austrocasa International está aplicando esses mesmos princípios de impressão 3D em concreto a outros materiais de construção, como argila e cerâmica, em um novo protótipo de impressora 3D chamado RoboVAST. Com o tempo, outros materiais – como madeira e plástico reciclado – poderão ser usados na impressão 3D na mesma escala das “impressoras de concreto”, abrindo o caminho para casas sustentáveis completamente impressas em 3D.


O conceito surgiu do próprio compromisso da startup com a sustentabilidade. A empresa romena com base em Iași tem trabalhado em um modelo de negócio que se baseia fortemente na modelagem digital para a construção de casas e outros edifícios usando materiais ecológicos, como madeira, fibra de celulose, mistura de concreto, argila e materiais reciclados. Eles começaram a oferecer kits caseiros feitos desses materiais em 2003, e clientes de qualquer lugar do mundo podem enviar seus projetos e preferências antes de receber kits personalizados.


A impressão 3D é, portanto, o próximo passo lógico dos empreendedores romenos, que a encaram como uma solução perfeita para os problemas logísticos inerentes à indústria da construção atualmente. “As empresas de construção perdem dinheiro devido a problemas de gestão, materiais desperdiçados, atrasos nas obras, e o alto custo de manter uma força de trabalho qualificada. Por outro lado, os arquitetos se preocupam com o design limitado e se seus planos serão executados com precisão no canteiro de obras”, explicam os idealizadores da Austrocasa International. “No topo desses problemas, existem barreiras financeiras e logísticas à habitação em muitas partes do mundo. Para muitos, habitação de qualidade possui um custo proibitivo. Para outros, a construção de uma casa sustentável é impossível devido à sua localização remota”.

Esses são problemas que a Austrocasa tem buscado resolver usando a impressão 3D. A impressora 3D RoboVAST, desenvolvida por eles, deve oferecer aos clientes uma variedade sem precedentes na escolha de opções de casas, modelos e formas – ao mesmo tempo em que acelera a produção para manter os custos tão baixos quanto possível. “Nossa equipe acredita no desenvolvimento de casas eco-friendly de alta qualidade a preços razoáveis”, afirmam. Eles também oferecem Insulated Concrete Forms (ICFs) – formas isolantes para concreto – impressas em 3D para substituir as ICFs convencionais.

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As vantagens são evidentes. Para iniciantes no ramo, a oferta da Austrocasa supera a necessidade de uma força de trabalho cara e altamente qualificada que leva inúmeras horas para concluir um projeto na construção civil. A estimativa da empresa é diminuir em até 50% os custos de mercado. Ao mesmo tempo, a qualidade permanecerá a mesma ou até superior, proporcionando uma opção de moradia de baixo custo que contempla uma liberdade de design na arquitetura sem paralelo. A RoboVAST também é vista como uma opção de impressora 3D para construção ambientalmente sustentável, bem como uma alternativa para o desperdício de material.

 

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No entanto, o conceito ainda está em desenvolvimento. A empresa desenvolveu a sua primeira impressora 3D DesignVAST no início do ano, que tem como matéria-prima uma mistura de concreto, argila e outros materiais de construção. “Nossa equipe utilizará essa impressora para imprimir modelos de arquitetura e testar diferentes materiais de construção”, revela a empresa. Ao mesmo tempo, permanece como um modelo para a impressora 3D RoboVAST, que será usada para imprimir casas reais e completas a partir de uma longa lista de insumos.

No papel, pelo menos, parece que a Austrocasa contempla tanto a tecnologia como a mentalidade sustentável para tornar o projeto um enorme sucesso na impressão 3D. Mas eles também pensam no mundo prático, com discussões em curso para uma parceria que resultará na impressão de 50 casas em um distrito na República da Gâmbia.

Fonte: 3ders.org

Bônus: Chinesa WinSun em ação

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