Quer entender rapidamente o poder “avassalador” com que as diversas tecnologias de impressão 3D irão operar no contexto da 4ª Revolução Industrial? Basta observar o que vem ocorrendo no mercado de software e aplicativos: de apenas 3 ou 4 anos para cá, o ambiente de desenvolvimento tem sido invadido por dezenas – senão centenas – de ferramentas e frameworks que têm consolidado a ideia de pequenos serviços trabalhando em conjunto, coordenada e simultaneamente, como em uma enorme engrenagem programada para operar sob a maior eficiência possível.

Eficiência, por sinal, é uma palavra que combina bastante com impressão 3D. “A conectividade e interação entre as máquinas e seres humanos tornarão os sistemas de produção 30% mais rápidos e 25% mais eficientes, possibilitando a customização em massa e ganhos de produtividade”, afirma Clayton Neri de Oliveira, Diretor Executivo da Colen Industrial, sobre a 4ª Revolução Industrial. Adivinha aonde entra a impressão 3D nessa equação? Se você chutou “customização em massa” – ou “personalização em massa”, tanto faz – acertou em cheio. Agora combine com “ganhos de produtividade” e terá o início de uma curva absolutamente ascendente.

Tal é o poder transformador representado não apenas por tecnologias avançadas de impressão 3D, mas sobretudo pela interconectividade de dispositivos. “Não tenho dúvidas que logo menos chegará o dia em que será possível o paciente escanear a boca usando um app no celular – inclusive já existe um software para isso – e enviar o arquivo para o dentista, que por sua vez fará o planejamento do caso e enviará para o laboratório, que não precisa nem estar necessariamente na mesma cidade que o paciente, e este por fim recebe o produto e vai feliz para casa com um novo sorriso na boca”, conceitua o executivo.

E o que vem mais por aí?



É fato que a impressão 3D tem causado um movimento de ruptura que afetará toda a cadeia produtiva, desde o projeto, fabricação, operação, serviços e sistemas de produção. Mas, o que esperar daqui em diante? Muitos pesquisadores e especialistas têm projetado um cenário onde haverá uma massificação da produção de artigos personalizados a preços mais competitivos – em grande parte devido ao baixo custo de entrada no mercado de produção.

Basicamente, é como se lógica da produção industrial como a conhecemos se invertesse a tal ponto que agora todo consumidor pode ter a sua própria “fabriquinha” em casa, se assim desejar, por um valor bastante módico. Algo bem diferente, sem dúvida, do cenário que estamos habituados há pelo menos… 200 anos, talvez? Interessante mesmo é como a impressão 3D casa perfeitamente em um contexto de economia colaborativa, com controle descentralizado e máximo de eficiência em automação e – preferencialmente, mas ainda um grande desafio – em sustentabilidade.   

Clayton Neri de Oliveira palestrou sobre o tema durante o Inside 3D Printing São Paulo, e registramos a palestra dele na íntegra, que você confere abaixo:

E, se você se animou com esse tema e gostaria de ler/ver mais a respeito, acesse também estes dois posts:

Roberto Camanho na #I3DPConf: uma provocação sobre o futuro
“Desafio da impressão 3D não é tecnológico, mas de mindset”, afirma Arthur Schuler da Igreja

 

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