Pesquisadores da Universidade do Arizona desenvolveram lentes de Luneburg impressas 3D que [já] poderiam ser usadas em sistemas de radar para a indústria automotiva como a concebemos hoje. Os pesquisadores criaram uma startup, a Lunewave, que passará a comercializar a tecnologia daqui pra frente.

Sistemas de assistência ao motorista são vistos por muitos como o futuro da navegação veicular. O piloto automático da Tesla é um dos exemplos mais proeminentes desses sistemas em veículos de consumo, mas muitas empresas atualmente investem em seus próprios sistemas equivalentes que, em breve, tornarão a condução mais automatizada do que nunca.

Enquanto computadores e software avançados são fundamentais para a tomada de decisões nesses sistemas, outra parte essencial é o sensor e o equipamento da câmera que permitem que o sistema “veja” a estrada à sua frente, incluindo outros veículos e potenciais obstáculos.

Oportunidade de negócio


E envolver-se no desenvolvimento da próxima geração de sensores, câmeras e lentes para sistemas de assistência ao motorista pode ser uma mina de ouro a curto, médio e longo prazo. Portanto, faz sentido para pesquisadores – como os da Faculdade de Engenharia da Universidade do Arizona – começaren a explorar novas tecnologias para esses sistemas de radar.

Hao Xin, professor do Departamento de Engenharia Elétrica e Computacional da Universidade do Alabama, com 10 anos de experiência em impressão 3D, desenvolveu recentemente duas tecnologias que podem melhorar os sistemas de radar dos carros: uma lente Luneburg impressa em 3D, equipada com eletrônicos embarcados e/ou componentes metalizados que irão aprimorar a visão da ferramenta.

“Essas tecnologias têm aplicações em sensores e detecção, carros autônomos e drones, poluição, detecção de vapor de água, bem como comunicação sem fio”, disse Xin. “Vemos realmente uma grande oportunidade a caminho”.

Mas as tecnologias de Xin são diferentes das existentes. Enquanto muitos sistemas de assistência de motorista, incluindo os do modelo Tesla, usam sensores caros, ultrassônicos e óticos, as soluções de Xin são baratas, convenientes e podem até ter amplos intervalos e maior resistência a condições climáticas adversas. Isso significa que os carros autônomos futuristas poderiam em breve se tornar a norma e não um produto de luxo.


“Juntos, essas duas tecnologias podem revelar-se uma alternativa para que o desenvolvimento de sistemas de segurança automotiva, tradicionalmente caros, sejam incluídos em carros mais populares e econômicos”, diz Bob Sleeper, gerente de licenciamento da Tech Launch Arizona (TLA), que ajudou os pesquisadores a protegerem a propriedade intelectual de suas criações para a comercialização.

De acordo com Xin e os co-criadores do projeto Siyang Cao e Min Liang, a tecnologia resulta em um sistema de segurança melhorado do veículo, que varre 360 graus com maior eficiência e evita interferências de outros sistemas.

lunewave-lenses

As vantagens são tão interessantes que os pesquisadores chegaram a pensar que formar uma startup para comercializar a tecnologia era a única forma sensata de explorá-la mais a fundo. Então, após 20 anos de pesquisa, Xin irá finalmente tentar a sua comercialização por meio da startup Lunewave, criada por ele. Xin atuará como CTO da empresa.

“Com o design inovador da Lunewave, as antenas são feitas sob medida para frequências operacionais específicas e largura de banda”, explica Steven Wood, empreendedor e consultor do Tech Launch Arizona. “As antenas de lente Luneburg são projetadas rapidamente e enviadas para um processo de fabricação por manufatura aditiva (impressão 3D) para oferecer aos potenciais clientes uma solução rápida”, conta o empreendedor.

A Lunewave, atualmente parte da incubadora do Arizona Center for Innovation, planeja ampliar a tecnologia dentro em breve. “A Lunewave tem tecnologia e liderança para mudar significativamente a maneira como os veículos conectados e autônomos ‘vêem’ o mundo à sua volta”, conta Sleeper. “A Universidade do Arizona está entusiasmada com o futuro à medida que cresce e aplica a tecnologia em um mercado muito mais amplo de Internet das Coisas”.

Fonte: 3ders.org

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *