“Vocês trabalham com máquinas ou materiais?” – Essa é uma pergunta que a gerente de negócios Paula Magalhães não se cansa de ouvir – e também responder: “Não, com software”, conta, com sorriso e sotaque mineiro em dia para quem já há 9 anos vive na Bélgica, dos quais 3 dedicados à Materialise. Uma empresa que, como ela mesma diz, tem como chave de negócio promover o controle e a qualidade na fabricação aditiva em ambientes industriais. E de que forma, senão cuidando da excelência do software utilizado por gigantes consolidadas do mercado como 3D Systems, Concept Laser, GE, EOS e Renishaw, entre outras? “Cerca de 90% utilizam nosso software, e 70% distribuem nosso software”, conta Paula, que é gerente de negócios para América Latina da Materialise.

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Paula Magalhães é Gerente de Negócios para América Latina da Materialise NV

 

“Personalização em massa”


Ela conta que, nos idos de 2000, a Materialise teve um papel crucial na transformação pela qual passava a indústria de aparelhos auditivos. Isso porque um projeto desenvolvido pela empresa permitiu a transição de um sistema manual para industrialização e personalização digitais em menos de 150 dias. “Hoje 100% dessa indústria é alimentada por impressão 3D”, comenta.

Anos mais tarde, em parceria com a Hoya, a empresa também promoveu uma transformação na indústria de óculos ao desenvolver um software que permite escanear a face do paciente para criar o design melhor adaptado ao seu centro de visão – e entregue ao paciente dentro de poucos dias – algo que antes era adaptado ao aro do óculos.

Ambos os casos são exemplos de “personalização em massa”, um fenômeno suportado em grande parte pelas tecnologias de impressão 3D, pela característica intrínseca de repetibilidade e rastreabilidade. “Acho que vivemos um momento de transição da impressão 3D de protótipos de pequenas séries para a produção industrial”, diz Paula, que cita também como exemplo o caso do motor da GE com partes impressas em 3D, que já postamos aqui em novembro passado. 

Excelência na linha de produção


Mas, tendo em vista tudo isso, como obter controle e qualidade na fabricação aditiva em ambientes industriais com excelência na linha de produção? Esse é o principal desafio do software Materialise Inspector no mercado de impressão 3D atualmente. “Cerca de 60% dos problemas que acontecem durante a impressão podem ser detectados por meio de análise de imagem. O que o software irá fazer é controlar desde a preparação de dados até a parte de pós processamento”, conta a executiva, que esteve no Inside 3D Printing para detalhar todas as fases de processo cobertas pelos softwares da Materialise, com ênfase no Inspector.

Também, não é pra menos: o resultado do processo de análise de inspeção de imagens leva agora menos que 5 minutos, diante das 8 horas antes necessárias para o processo de detecção humana. Não por acaso, o slogan é “O perfeito equilíbrio entre agilidade e qualidade na produção por fabricação aditiva”.

Assista ao vídeo com a íntegra da palestra de Paula Magalhães no Inside 3D Printing São Paulo 2017:

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