O mais recente avanço dos cientistas chineses faz uso da tecnologia de impressão 3D para produzir alimentos em um ambiente de microgravidade, o que contribuirá de alguma forma para assegurar que os astronautas a bordo da estação espacial chinesa não tenham que simplesmente “passar fome”.

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A alface pode não parecer algo de grande prioridade para um programa espacial como o do governo chinês, mas sobre isso é preciso lembrar que um astronauta que não siga uma dieta adequada pode revelar-se altamente custoso se isso começar a afetar seu desempenho. A China espera criar uma Estação Espacial Permanentemente Equipada até 2022, e atualmente está em estágios preliminares de provar as tecnologias necessárias, incluindo equipamentos e aparelhos de suporte à vida. O satélite Tiangong-2 (Heavenly Palace), que foi lançado em 15 de setembro de 2016, está sendo usado como um ambiente de teste para essas tecnologias. O cultivo bem sucedido de plantas de alface a bordo do satélite é um passo importante para o programa da Estação Espacial. Não apenas por ser um alimento saudável, mas também por ser uma planta que leva um mês para cultivar, exatamente a distância da órbita do satélite.

Os astronautas Jing Haipeng e Chen Dong passaram 30 dias a bordo do laboratório espacial do satélite, cultivando plantas de alface e realizando vários outros experimentos em uma atmosfera sem gravidade. O projeto de cultivo de plantas começou no segundo dia de estadia na base. Os astronautas criaram um sistema de cultura composto de caixas de cultivo impressas em 3D, que foram preenchidas com vermiculita. A vermiculita é um mineral altamente absorvente e de baixa densidade, com uma condução de umidade uniforme. Semelhante à forma como as plantas são cultivadas na Terra, a vermiculita foi regada antes de receber sementes de alface e ser finalmente coberta por uma película plástica. Uma luz artificial iluminou as sementes durante 14 horas seguidas para possibilitar a fotossíntese da planta, enquanto os astronautas usaram seringas para injetar ar nas raízes das plantas e assegurar o suprimento de oxigênio.

O experimento do cultivo de vegetais provou ser um grande sucesso, e os astronautas ficaram satisfeitos com os resultados e com a promessa de futuro do programa espacial chinês. A alface ainda precisa ser testada biologicamente para atestar sua segurança, antes que sejam conduzidas novas experiências no Space Lab que permitam aos astronautas se alimentarem da alface cultivada em órbita.

A impressão em 3D tem desempenhado um papel cada vez maior nos programas de exploração espacial em todo o mundo, impulsionando o desenvolvimento de projetos nos EUA, na Rússia e em outros locais do globo. A história de sucesso chinesa deve inspirar organizações estatais e empresas privadas a continuarem implementando a tecnologia em seus esforços para se aventurar além da órbita do nosso planeta.



Fonte: 3ders.org

 

 

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