Muita coisa mudou desde que a GE Additive, Divisão de Manufatura Aditiva da GE, adquiriu 75% da Concept Laser em dezembro passado. À época, a companhia somava algo em torno de 200 funcionários. Hoje, já são mais de 244, e são aguardadas pelo menos mais 100 contratações de profissionais especializados até o início de 2018. Sob o comando majoritário da GE Additive, a Concept Laser trata agora de expandir suas fronteiras de atuação também nos EUA, além da Alemanha, com a contratação de engenheiros especialistas em áreas estratégicas como controle de qualidade, produção, desenvolvimento e testes.

A M LINE FACTORY constitui o elemento central do conceito de produção da chamada “Fábrica do Amanhã”  – Additive Manufacturing Factory of Tomorrow, no termo original – que também prevê a conexão com métodos tradicionais de manufatura, como por exemplo no pós-processamento das peças. O conceito implementa a ideia básica de “Industrie 4.0com foco na entrega proveniente de uma “fábrica inteligente”, firmada na automação consistente, interconexão e digitalização de todos os processos, levando a uma produção em série otimizada em termos de custo-benefício na fabricação aditiva de peças metálicas.

 

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Paulo Pacheco, Diretor Comercial da Tecno-How

O caminho evolutivo da Concept Laser no Brasil começou em 1998, a partir da apresentação ao mercado da Tecno-How como representante da marca no país. De lá para cá, já são quase duas décadas de pesquisa, desenvolvimento de novas tecnologias e principalmente controle de qualidade na produção e homologação de peças e componentes para indústrias como a aeroespacial e médica. Outras aplicações envolvem também os segmentos automotivo, de jóias, moldes e odontologia.

“Estamos acostumados a ver exemplos de fora, mas aqui no Brasil também temos parceria com institutos de inovação e pesquisa importantes, como o SENAI de Joinville e o CTI Renato Archer, em Campinas”, conta Paulo Augusto de Toledo Pacheco, Diretor Comercial da Tecno-How. Um dos projetos que vêm sendo desenvolvidos em parceria com o CTI Renato Archer, por exemplo, é a órtese projetada sob medida para a mão do pianista João Carlos Martins. Outro destaque foi a prótese de titânio da arara Gigi, no ano passado, que ganhou destaque mundial ao receber o primeiro bico no mundo  impresso em 3D nesse tipo de material.

Paulo esteve presente no Inside 3D Printing São Paulo, em junho deste ano, onde apresentou um panorama de como a impressão 3D – ou, melhor dizendo, a “manufatura aditiva” – está inserida na chamada Indústria 4.0 ou “4ª revolução industrial”, iniciada na Alemanha em janeiro passado durante o Fórum Econômico Mundial. Quer saber como funcionam essas máquinas de engenharia fina, e sobretudo como elas deverão se conectar de maneira autônoma e automatizada na Indústria 4.0? Assista ao vídeo com a íntegra da palestra de Paulo Agusto Pacheco no I3DP 2017:

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