No início da semana, a Stratasys anunciou que a Ricoh, fabricante japonesa de impressoras 2D de mesmo nome, substituiu ferramentas tradicionais por dispositivos e gabaritos customizados e impressos em 3D para a linha de montagem do seu Centro de Tecnologia de Produção de Miyagi, no Japão. Essa seria mais uma entre tantas notícias interessantes envolvendo impressão 3D que temos observado ultimamente, destacando o ganho em eficiência e qualidade graças às mais diversas tecnologias de manufatura aditiva disponíveis no mercado hoje. (Notícia, aliás, que deve render uma entrevista com o presidente da Stratasys para Ásia e Japão).

Mas há aqui um detalhe interessante, e ainda pouco explorado por grande parte das indústrias no mundo todo: a possibilidade de se manter uma espécie de “inventário digital” não apenas de peças como também de ferramentas que possam eliminar por completo os custos com estoque e logística, bastando literalmente um email para produzir qualquer dispositivo em qualquer parte do planeta. Parece bom demais para ser verdade? Então tente imaginar a quantidade de segmentos de mercado que poderiam se beneficiar desse verdadeiro salto tecnológico, que traz consigo, claro, outro conceito em voga e em total consonância com a impressão 3D: a chamada “Industrie 4.0” (para usar o termo original em alemão) ou também popularmente conhecida como “4ª Revolução Industrial”.

Na Indústria 4.0, as chamadas “fábricas inteligentes” não são apenas completamente automatizadas, como também interconectadas por dispositivos IoT e de analytics em tempo real, e contam [ou melhor, não contam!] com intervenção humana mínima ou mesmo nula. Isso significa que, sim, é um robô que deverá assumir a tarefa de controle e manutenção das fábricas inteligentes do “futuro”. Um futuro que, por sinal, vem avançando em progressão geométrica, tornando a impressão 3D uma parte central desse processo, como descrevemos no início deste post com o case da Ricoh no Japão.

 

A revolução também é digital



Mas não é só na linha de produção que a manufatura aditiva se aplica. Em um contexto de desemprego onde o conceito de economia colaborativa vem ganhando terreno pelo mundo afora, as impressoras 3D se encaixam perfeitamente à ideia de independência e autonomia. Basta pensar que a tecnologia nunca esteve tão próxima e acessível às necessidades mais básicas do usuário. Ou, ao menos, nunca lhe forneceu tantos subsídios a um custo tão baixo na história da indústria. Daí a ideia de “revolução”.

“A MakerBot nasce em 2008 com a primeira impressora a custar menos de US$ 1 mil. Em uma era em que as impressoras 3D chegavam a custar algo muito acima de US$ 64 mil (valor de uma Stratasys Dimension, à época). E aí surge uma empresa de garagem vendendo uma impressora 3D a US$ 600 – a CNC Cupcake – e foi a primeira vez que impressoras 3D puderam estar na mesa de pessoas comuns, o que acelerou o processo maker de tal maneira, que estamos vendo esse boom hoje em dia”, explica, empolgado, Emanuel Campos, especialista em impressoras 3D e PLM desde 2000, mais especificamente de máquinas consagradas como das marcas Stratasys e MakerBot.

Recentemente, Emanuel Campos esteve na sede do Grupo Alcatéia, em São Paulo, para uma apresentação de pouco mais de uma hora sobre as impressoras e o ecossistema MakerBot e o momento atual da indústria no mundo todo com o impacto transformador da impressão 3D:


Acesse também os slides da palestra dele:

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