Em setembro de 2016 estivemos no CIETEC da Universidade de São Paulo para entrevistar o pessoal da 3DCriar. Os sócios André Skortzaru e Daniel Huamani mostraram as impressoras 3D disponíveis no lab da empresa, incubada no pólo de empreendedorismo da USP. Entre as máquinas, as importadas ZMorph, B9Creator e a linha completa da XYZPrinting. Menos de um ano depois, a startup esteve no Inside 3D Printing com um enorme stand, e também com uma palestra justamente sobre a impressão 3D como resposta direta ao conceito de “lean thinking” da linha de produção industrial.

Frequentemente associada ao termo “manufatura aditiva”, a impressão 3D converge com os interesses da indústria de uma forma geral ao objetivar, além de diversos outros fatores relevantes, a diminuição do desperdício de material. Mas a vantagem não para por aí: a possibilidade de se trabalhar com uma espécie de “inventário digital”, até então incomum, agora se materializa ~literalmente~ graças à tecnologia de impressão 3D. Ou seja: além do desperdício de material, resolve-se também um problema de estoque, outro valor extremamente alto de se manter, por questões de logística, transporte e sobretudo espaço.

Logística que, por sua vez, também será fortemente impactada pela impressão 3D [veja também a palestra do Arthur Igreja sobre o futuro da impressão 3D a curto e médio prazo]. Sim, porque além da possibilidade de se criar uma peça customizada da forma como conceber a imaginação do modelador – digamos, uma jóia rica em detalhes – também será possível, como já é, empresas criarem peças enormes in loco para reduzir custos de logística e transporte, como já vem acontecendo com a GE na indústria da aviação. A questão da prototipagem também é naturalmente associada às enormes transformações que já estão sendo impetradas na indústria graças à impressão 3D.

“A impressão 3D possibilita que a prototipagem aconteça de um jeito muito mais rápido e eficiente”, explica Daniel Huamani, CTO da 3DCriar. Para ele, o “santo graal” da impressão 3D é justamente a possibilidade de personalização infinita. E representa também um ótimo cenário para empresas interessadas em investir em peças de reposição que já saíram de linha nas fábricas convencionais. Convencionais justamente porque, com a chegada e consolidação da impressão 3D desktop, praticamente todo mundo estará apto a criar um pequeno chão de fábrica na sala de casa:

Acesse também os slides da palestra de Daniel Huamani no Inside 3D Printing São Paulo:

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