Evolve Additive Solutions desenvolve nova tecnologia de impressão 3D

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Existem muitos fabricantes de impressoras 3D que afirmam possuir “uma nova tecnologia” de mercado. Embora suas ofertas possam representar variações e avanços dentro das 7 tecnologias ISO/ASTM – norma internacional que define os tipos de tecnologia de manufatura aditiva existentes atualmente – suas máquinas 3D apenas se encaixam no padrão internacional estabelecido.

 

Uma startup chamada Evolve Additive Solutions, no entanto, parece despontar do anonimato com o lançamento oficial do STEP (Selective Thermoplastic Electrophotographic Process), ou “Processo Eletrofotográfico Termoplástico Seletivo” na tradução livre para o português. As amostras produzidas pela impressora “alpha” da empresa foram capazes de produzir detalhes impressionantes, de acordo com o blog do Gartner. Com o STEP, outra tecnologia de impressão 2D migra para a impressão 3D: é a chamada “impressão eletrofotográfica”, mais conhecida como EP, ou simplesmente impressão a laser. A tecnologia EP já é encontrada, na verdade, em muitas impressoras 2D de escritório.

Tecnologia STEP

O processo de impressão 3D da Evolve é um tanto complexo: imagine um tambor capaz de receber uma compressão de 22 mícrons de toner plástico; com a forte pressão, o plástico adere ao tambor. O toner é então transferido para um tambor intermediário. O toner que compreende a primeira camada da construção 3D é então transferido para uma base de suporte. O toner das camadas subsequentes é, em seguida, depositado no topo das camadas anteriores, e assim sucessivamente. Cada camada passa por uma unidade de aquecimento antes que a próxima seja depositada. A máquina imprime a uma taxa de surpreendentes 4,5 segundos por camada, e deve chegar ao mercado em 2019 custando algo em torno de US$ 750 mil nos EUA.

A primeira geração da marca Evolve usará dois tambores para mover as peças que estão sendo impressas sob os mecanismos de imagem. Um motor será para o plástico (ABS ou TPU) e outro para o material de suporte, solúvel em água. Eventualmente, a Evolve irá utilizar todos os 5 motores inerentes ao sistema para imprimir tridimensionalmente em milhões de cores e também em vários outros tipos de materiais plásticos (muitos deles, provavelmente, ainda em desenvolvimento atualmente). 

Já a impressora da segunda geração incluirá um sistema de alimentação contínuo capaz de mover as peças para operações subsequentes – ou para uma estação intermediária onde componentes eletrônicos ou outros elementos possam ser transportados e inseridos na montagem parcial – após a qual os itens retornam à máquina para as camadas adicionais de material necessárias para concluir a construção 3D.

A Evolve surgiu da Stratasys, que começou a desenvolver a tecnologia em 2009. Os criadores da Evolve convenceram então a Stratasys a desmembrar a empresa, da qual possui ações. Embora a separação formal tenha ocorrido em agosto passado, os detalhes finais foram concluídos nas últimas três semanas. Para a consultoria Gartner, a nova tecnologia é resultado da pesquisa e desenvolvimento contínuos, o que beneficiará toda a comunidade de impressão 3D.

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