Rudi Pivetta é engenheiro mecânico pela Universidade Politécnica de Milão, na Itália, onde concluiu a graduação em 1984. Pouco tempo depois, veio ao Brasil, onde se estabeleceu como especialista em desenvolvimento de equipamentos para automação da produção fazendo uso de ferramentas de CAD/CAE/CAM. No último sábado, em São Paulo, Rudi comandou um workshop sobre o Fusion 360, da Autodesk, com apresentação da área de trabalho do software, browser, árvore de comandos, principais ferramentas e criação de objeto para impressão 3D. O dia foi longo e contou também com outra apresentação detalhada do Simplify3D.

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Para quem não vê muita diferença na sopa de letrinhas das siglas dos programas de modelagem 3D fornecidos pela Autodesk, vale lembrar que há uma versão especial do programa para cada finalidade, sendo as mais conhecidas o CAD/CAE/CAM. Primeiro precisamos decifrar o significado das duas primeiras letras em comum em cada sigla, qual seja: o “CA” é a abreviação do termo “Computer-Aided” (de “assistido por computador”, na tradução livre), o que significa que os três sistemas foram criados para ajudar o usuário a alcançar seu objetivo da forma mais rápida possível, usando o poder de processamento dos computadores para isso.

Já a última abreviação, no caso do CAD, vem do termo “Design” (de desenho ou planta), no CAE, de “Engineering” (Engenharia), e no CAM, de “Manufacturing” (Manufatura). Cada programa tem um foco de atuação e um propósito, porém o que é fundamental compreendermos neste post é que o Fusion 360 “combina a colaboração entre projetos industriais e mecânicos em uma ferramenta de modelagem 3D acessível e simples de usar”.

Na apresentação institucional no site da Autodesk há um vídeo em inglês intitulado: “O que é o Fusion 360?”, e a descrição, de um minuto, não poderia ser mais detalhista: trata-se de uma plataforma colaborativa em nuvem que permite a seus usuários gerenciar e compartilhar “instantaneamente” revisões, versões e ideias de projeto em qualquer dispositivo e a qualquer momento. Ou, ainda: “uma aplicação 3D CAM composta por ferramentas onde o usuário pode modelar não apenas formas livres (“orgânicas”) como também formas sólidas, e tudo perfeitamente integrado”.

O Fusion 360 é também uma ferramenta muito usada para animação 3D e renderização, além de ser a primeira habilitada na nuvem a prover capacidades de desenho 2D em seu software de simulação. Também é uma aplicação CAM para operações de torno e fresa. Não é à toa que o Fusion 360 é tido pela Autodesk como a “plataforma de inovação de produto da nova geração”. Parece claro que essa “nova geração” foi inspirada na Indústria 4.0, e também não nasceu agora, mas vem se consolidando nos últimos anos nos países mais desenvolvidos do mundo. De quebra, o programa também é projetado para funcionar em Mac, PC ou dispositivos móveis.  

Se você ainda não conhece o software mas deseja ter o primeiro contato com ele, vale lembrar que é gratuito para estudantes e entusiastas. Apenas a versão comercial do Fusion 360 é proprietária, e sai a partir de US$ 40 por mês. E, para ter uma ideia do poder de processamento e recursos dessa ferramenta de modelagem 3D, veja abaixo um trecho do workshop de Rudi Pivetta sobre o Fusion 360:

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